68 Anos de Existência

Em 1950, no Rio de Janeiro, em um de seus periódicos encontros, um grupo de amigos interessados em genealogia achou que era o momento de haver na cidade, então Capital Federal, uma associação como o Instituto Genealógico Brasileiro que havia em São Paulo-SP, fundado e presidido por Salvador de Moya.

Da ideia e da vontade, então, surge o Colégio Brasileiro de Genealogia, com existência formalizada em Ata datada de 24 de junho daquele mesmo ano, com o objetivo de estudo e a investigação genealógica das famílias brasileiras e das famílias estrangeiras radicadas no País. Foram signatários do histórico documento, nesta ordem: Alberto Carlos d’Araújo Guimarães (advogado), escolhido para ser o primeiro presidente; Horácio Rodrigues da Costa, Rui Vieira da Cunha (advogado), Gisele Maria Coelho de Almeida Goulart (artista plástica), Laura Ganns Sampaio, Mariaeugenia Catta Preta de Faria (servidora pública), Luiz Philippe da Sá Campello Faveret (advogado), Gilda Guimarães de Azevedo (depois, Becker Von Sothen, advogada), Sérgio de Almeida Lamare (professor), Elysio Moreira da Fonseca (advogado), Sylvia de Souza Prates e Carlos Grandmasson Rheingatz (engenheiro)– todos já falecidos.

Usamos a seguir palavras do decano do CBG e titular da Cadeira nº 14, Attila Augusto Cruz Machado, proferidas em cerimônia promovida pelo Colégio em 17 de outubro de 2015, atualizados os números:

“Nestes sessenta e oito anos de atividade, o Colégio teve 22 diretorias e 10 presidentes, pois algumas diretorias foram reeleitas e Carlos G.Rheigantz presidiu a Instituição por trinta anos. A estes gestores, em particular, e a todos os associados, vivos ou falecidos, em geral, deve-se a sobrevivência e o profícuo trabalho do Colégio Brasileiro de Genealogia, fundado há 68 anos pelos doze sonhadores que acreditaram na possibilidade de criar uma instituição, preservar assentamentos eclesiásticos da cidade do Rio de Janeiro e elaborar genealogias, dentre amplas outras atividades.

Vida longa ao CBG!”

Associados são Notícia

  • Carlos Eduardo de Almeida Barata participou, a convite, do IV Encontro de História e Cultura Judaicas, ocorrido nos dias 22 e 23 de junho, em Torre do Moncorvo, Distrito de Bragança, norte de Portugal. O evento pretendeu trocar conceitos e promover o conhecimento sobre esta importante cultura e divulgar a forte herança judaica existente no concelho. No decorrer do evento tiveram lugar várias comunicações sobre a temática, entre elas “Isaac Cardoso – Refutação das calúnias contra os hebreus” do Professor Norberto Cunha, “Cristão-novo – racismo ou heresia?” do Dr. António Assis, “Um mártir cristão-novo na Restauração – Manuel Fernandes Vila Real (1608-1652)” do Professor Luís Reis Torgal, “Os Judeus e a Inquisição em Portugal” do Professor Fernando Rosas e “O moncorvense Francisco Botelho de Morais e a importância da crítica das fontes de Genealogia Sefardita, do Dr. Guilherme Maia de Loureiro”, cabendo a nosso confrade Barata: “Memória histórica e geográfica dos cristãos-novos no povoamento do Brasil: migração, interiorização e dispersão”.
  • Silvia Buttrós, após duas décadas de pesquisa em mais de 200 anos de história, no dia 23 de junho lançou “Os Prados do Carmo da Escaramuça”, obra de 550 páginas, que mostra a trajetória de uma das famílias que ajudaram a fundar a cidade que viria a se tornar Paraguaçu-MG.
    Os 20 anos de pesquisa documental renderam inclusive surpresas que exigiram correções de rotas históricas já estabelecidas ali. Por dez anos Silvia explorou as linhagens paulistas, buscando encontrar a origem do ancestral capitão Manoel Ferreira do Prado entre elas. Somente em 2008, com a localização do casamento dele no Rio de Janeiro, é que ela pôde vislumbrar caminhos diversos.
    “As pesquisas agora deveriam ser nos antigos núcleos de mineração, com o foco em Santa Bárbara do Mato Dentro. Eu já sabia quem eram seus pais: João Luiz do Prado e Ana de Araújo e Silva, mas novamente, as buscas foram frustrantes. Há quatro anos encontrei um casamento na freguesia de Catas Altas do Mato Dentro, de um Pedro do Prado, nascido na Alemanha, com Ignez da Luz, açoriana da Ilha do Faial. E batizaram um filho com o nome de João. Achei meio exótico, mas guardei todas as informações.” relembra Silvia. “A emoção foi indescritível quando pesquisas recentes me levaram justamente a esse casal. E foi neste momento que o livro foi concebido. Por quantos anos vivemos com pessoas sem saber que fazemos parte da mesma história, de um mesmo núcleo familiar formado há duzentos anos? No livro, este núcleo se forma novamente”, conclui.
    Os interessados em adquirir “Os Prados do Carmo da Escaramuça” podem fazê-lo pelo email pradosdaescaramussa@gmail.com.
    Fonte: A Voz da Cidade, Paraguaçu-MG, 30 de junho.

Notícias do CBG

  • Novos associados – Com alegria, o CBG dá as boas vindas aos novos membros aprovados pela Diretoria para integrar o Quadro Associativo. São eles: Colaboradores Alexandre Leoni Fonseca – do Rio de Janeiro-RJ e Maria Lydia Pires e Albuquerque, de São Paulo–SP.
  • Biblioteca - Informamos aos novos associados - e recordamos aos antigos - que o Estatuto CBG traz em seu Art. 12 - item b a obrigação do associado em "doar à biblioteca um exemplar das publicações de sua autoria nas áreas de interesse do Colégio". Em razão do exíguo espaço para guarda, só temos como adicionar a nosso acervo obras eminentemente genealógicas ou que tenham, em seu conteúdo, pelo menos uma boa parte que trate de genealogia, nossa precípua razão de existência.
    Registramos nossos sinceros agradecimentos aos que enviaram volumes de sua autoria ou de outrem, para ampliar o acervo de nossa biblioteca. São os seguintes os livros registrados no período:
    • Simões - de Avelãs de Cima, Portugal – de Betania Bassani Mitidiero Simões, doação da autora
      Família brasileira, apresentada desde suas origens nessa freguesia do Concelho de Anadia, Distrito de Aveiro.
    • Revista do Instituto Paraibano de Genealogia e Heráldica, nº 19, 2017 – doação da entidade coirmã.
      Com os artigos genealógicos: Perfil dos Sócios Fundadores; - Marina Freire da Silva, uma mãe exemplar – por Marinalva Freire da Silva; Meus avoengos: os Freire do Bacupary – por Edinaldo Cordeiro Pinto Jr.; Natércio Dutra de Medeiros, um sertanejo na capital – por Natércia Suassuna Dutra; Enéas Douetts – sua geração – por Teldson Douetts Sarmento
    • A Família Lima e Silva – de Antonio Seixas, doação do autor.
    • Branca Dias – de Cândido Pinheiro Korem de Lima, doação da Fundação Gilberto Freyre, Pernambuco.
      Mais um dos alentados trabalhos do autor, desta vez dedicado àquela considerada uma das matriarcas de Pernambuco. Cristã-nova, portuguesa, mulher de Diogo Fernandes, com existência entre a lenda e a história, que vivia em Pernambuco, e em fins do século XVI foi condenada pelo Santo Ofício por reconversão ao judaísmo, morrendo em Lisboa.

Genealogia do Rio de Janeiro

Recorte, autorizado pelo autor, de sua obra “Depois que atravessaram o mar: Família Castro e Grupos Afins (1568-1750-2011)”, incluindo correções, atualizações e acréscimos feitos para a segunda edição ainda não publicada.

BARÃO DE SANTA RITA, SEUS FILHOS E NETOS

por Jorge Ricardo Almeida Fonseca

1ª parte

MANUEL ANTÓNIO RIBEIRO DE CASTRO / BARÃO COM GRANDEZA DE SANTA RITA (no Brasil), n. Aidro, Freguesia de São Mamede, Termo de Guimarães, Portugal, aos 08.11.1767. Faleceu na Fazenda do Queimado, Freguesia de Santa Rita da Lagoa de Cima, atual distrito de Ibitioca, Campos dos Goitacazes (RJ), Brasil, aos 25.05.1854. Título de barão de Santa Rita concedido aos 15.04.1847 e de barão com grandeza aos 11.10.1848. Estudou na Real Junta de Lisboa, onde atuou no comércio até 1789, quando se transferiu para o Brasil no navio Vasco da Gama, aportando no Rio de Janeiro e partindo diretamente para Campos dos Goitacazes, onde atuou no comércio até 1797. Grande proprietário rural no Brasil. Capitão agregado à 7a Companhia do Terço de Ordenanças da Vila de São Salvador de Campos dos Goitacazes, por ato do vice-rei D. Fernando José Portugal, de 1793, elevado a capitão da mesma companhia, por patente de 02.10.1812, concedida por D. João VI. Cavaleiro professo da Ordem de Cristo, em 07.12.1809. Coronel, com foro de fidalgo cavaleiro da Casa Imperial, por ato do Imperador D. Pedro I, de 20.10.1828. Último capitão-mor de Campos dos Goitacazes (RJ), em 24.11.1830. Oficial da Ordem da Rosa, por Carta de 09.04.1844. Casou em Campos dos Goitacazes (RJ), Brasil, aos 24.05.1797, com Ana Francisca Baptista Pinheiro, n. Campo dos Goitacazes, cerca de 1775, e fal. aos 16.11.1844, viúva do português Jerônimo Álvares Pereira, de quem teve filho único; filha de Francisco de Almeida Pinheiro e Francisca Batista Pereira.

Os filhos:

1. Raquel Francisca Ribeiro de Castro / Raquel Francisca Ribeiro de Castro Netto da Cruz / “Viscondessa de Muriaé”, n. 02.03.1798. Faleceu em Campos dos Goitacazes, aos 28.10.1881. Título de baronesa de Muriaé, aos 15.04.1846 e de viscondessa, após viúva, aos 19.07.1879. Casou em Campos dos Goitacazes (RJ), aos 15.08.1820, com Manoel Pinto Netto da Cruz / “barão de Muriaé” (título de barão aos 15.04.1846), n. Campos dos Goitacazes, aos 26.02.1789, e ali fal. aos 12.06.1855, filho do capitão Jerônimo Pinto Netto e Antonia Joaquina Pereira da Cruz. Primo paterno do visconde de Carapebus, Antonio Dias Coelho Netto. Pais de:

1.1 Maria Antônia de Castro Netto / Maria Antônia Netto de Castro / “Viscondessa de Santa Rita”, n. Campos dos Goitacazes, aos 10.11.1821. Faleceu no Rio de Janeiro, aos 04.04.1909. Casou com o tio José Ribeiro de Castro / “visconde de Santa Rita” (4 adiante citado), filho de seus avós Manoel Antônio Ribeiro de Castro, “barão de Santa Rita”, e Ana Francisca Baptista Pinheiro. Com sucessão.

1.2 Ana Joaquina de Castro Netto / Anna Netto Ribeiro de Castro / “Donana”, n. Fazenda São Francisco de Paula, Campos dos Goitacazes, aos 29.12.1823. Faleceu em Campos dos Goitacazes, aos 02.08.1895. Casou com o tio Antônio Ribeiro de Castro (9 adiante citado) , filho de seus avós “barão de Santa Rita” e Ana Francisca Pinheiro. Com sucessão.

1.3 Francisca Joaquina Netto da Cruz / Francisca de Castro Netto Tinoco, n. 07.04.1825. Faleceu na Fazenda São Manoel, Quissamã (RJ), aos 25.12.1907. Casou com dr. José de Siqueira Tinoco, n. 02.06.1819, e fal. em Campos dos Goitacazes, aos 30.04.1881, médico, sobrinho e cunhado do visconde de Itabapoana, e filho do cap. José Ferreira Tinoco e Edwiges da Conceição Siqueira. Com sucessão.

1.4 Jerônimo Pinto Netto da Cruz, n. 29.10.1822 [ou 1827?]. Faleceu em data posterior a 1888. Fazendeiro em Muriaé (MG). Casou com a prima Raquel Francisca de Almeida, n. 23.11.1837, e fal. aos 15.02.1874, filha de João de Almeida Pereira (este, por sua vez, filho de sua avó Ana Francisca Baptista Pinheiro e de seu primeiro marido Jerônimo Alves Pereira) e Ana Luiza de Almeida. Sem sucessão.

1.5 Raquel Francisca Netto / Raquel Francisca de Castro Netto Carneiro / “Condessa de Araruama”, n. Fazenda São Francisco de Paula, Campos dos Goitacazes, aos 28.11.1830. Faleceu na Fazenda Mandiquera, Quissamã, aos 06.05.1926. Título de baronesa de Araruama em 1866, de baronesa com grandeza de Araruama em 1877, de viscondessa com grandeza também em 1877, e de condessa de Araruama em 1888. Casou no Solar Quissamã, aos 18.04.1847, com o primo Bento Carneiro da Silva, 2º visconde de Araruama, depois conde de Araruama, (2.2 adiante citado). Com sucessão.

1.6 Manoel Pinto Netto da Cruz, n. 1832. Faleceu em Campos dos Goitacazes, aos 24.04.1870. Engenheiro. Moço fidalgo por mercê de outubro de 1869. Casou [aos 18.04.1859?], com a prima em 2º grau Maria Pinto Netto dos Reis / Maria Pinto Netto da Cruz, falecida aos 26.07.1879, filha de Joaquim Pinto Netto dos Reis e Antonia Joaquina da Cruz, 1os barões de Carapebus. Sem sucessão.

1.7 Antônia Carolina de Castro Netto / Antônia Carolina de Castro Netto da Cruz / Antônia Carolina de Castro Netto Montenegro, n. Campos dos Goitacazes, aos 10.02.1834. Faleceu em Petrópolis (RJ), aos 10.10.1916. Casou aos 10.01.1860, com Aires Pinto de Miranda Montenegro, n. Rio de Janeiro, aos 08.10.1831 (ou 1830?), onde faleceu, aos 19.03.1873, filho de Caetano Pinto de Miranda Montenegro e Maria Elisa Gurgel do Amaral e Rocha, viscondes da Vila Real de Praia Grande. Com sucessão.

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2. Francisca Antônia Ribeiro de Castro / Francisca Antônia de Castro Carneiro / “Baronesa de Araruama” / “1ª Viscondessa com grandeza de Araruama, n. Fazenda do Queimado, Campos dos Goitacazes, aos 24.03.1799, onde também faleceu aos 14.12.1878. Título de baronesa e depois, viscondessa com grandeza de Araruama, pelo casamento. Casou aos 16.07.1823, com José Carneiro da Silva, “1º barão de Araruama” [título aos 15.04.1844] e, depois, “visconde com ordens de grandeza de Araruama” [15.04.1847], n. Solar de Mato de Pipa, Freguesia de Nossa Senhora do Desterro de Capivary, atual Quissamã (RJ), aos 21.05.1788, onde faleceu aos 03.05.1864; que serviu no Regimento de Milícias de Campos [1811-1820], tenente coronel [1820], chefe do 14o Batalhão da Guarda Nacional [1841-1850], comandante superior da Guarda Nacional em Macaé e Capivari (atual Silva Jardim) [1852-1856], diretor geral dos Índios [1846-1864], juiz municipal, delegado de polícia, juiz de paz, membro da Assembleia Legislativa em 1835, 1838, 1844 e 1846, cavaleiro da Ordem de Cristo, comendador da Ordem da Rosa, fidalgo cavaleiro das Casas Real e Imperial [1841], filho do capitão de milícias Manoel Carneiro da Silva e Ana Francisca de Velasco de Barcelos Machado Coutinho. Pais de 10 filhos:

2.1 Ana Serafina de Castro Carneiro / Ana Serafina Carneiro da Silva / Ana Seraphina Carneiro Ribeiro de Castro, n. 09.09.1824. Faleceu aos 02.02.1872. Casou em 1839, com o tio comendador Joaquim Ribeiro de Castro (8 adiante citado), filho de seu avô, “barão de Santa Rita”, e Ana Francisca Pinheiro. Com sucessão.

2.2 Bento Carneiro da Silva / “2º Visconde de Araruama” / “Conde de Araruama”, n. Freguesia de Nossa Senhora do Desterro de Quissamã, aos 19.11.1826. Faleceu em Quissamã, aos 24.06.1892. Título de barão de Araruama em 26.12.1866; barão com honras de grandeza aos 28.03.1877; visconde aos 19.09.1877; e conde aos 24.03.1888. Coronel comandante da Guarda Nacional. Chefe regional do Partido Conservador. Um dos fundadores da Cia. Engenho Central de Quissamã, da qual foi presidente, desde sua fundação, em 1877, até 1892. Casou no Solar Quissamã, aos 18.04.1847 (cerimônia assistida pelo imperador d. Pedro II, sendo testemunhas do ato o ministro da Fazenda Francisco de Paula e Holanda Cavalcante de Albuquerque e o presidente da Província Aureliano de Souza e Oliveira Coutinho), com a prima Raquel Francisca Netto (1.6 anteriormente citada). Com sucessão.

2.3 Maria Isabel de Castro Carneiro da Silva / Maria Isabel Carneiro de Castro, n. Quissamã, aos 22.09.1827. Faleceu em Petrópolis (RJ), aos 08.09.1910. Casou em Campos dos Goitacazes, aos 20.01.1844, com o tio comendador Julião Ribeiro de Castro (5 adiante citado), filho do seu avô, Manoel Antonio Ribeiro de Castro (barão de Santa Rita) e Ana Francisca Baptista Pinheiro. Residiam na Fazenda do Queimado, Campos dos Goitacazes, herdada do Barão de Santa Rita. Com sucessão.

2.4 Francisca de Velasco de Castro Carneiro da Silva / “Baronesa de Vila Franca. n. Quissamã, aos 16.05.1832. Faleceu em sua Fazenda Santa Francisca, Quissamã, aos 14.06.1885. Casou em Quissamã, aos 03.10.1852, com Inácio Francisco Silveira da Mota, “barão com grandeza de Vila Franca” [título de barão em 1875, e barão com ordens de grandeza em 1877], n. Vila Boa de Goiás, hoje cidade de Goiás (Goiás Velho), aos 26.07.1815, e fal. em Quissamã, aos 18.04.1885; bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito de São Paulo [1838], magistrado, presidente das Províncias do Piauí [1849], Ceará [1850] e Rio de Janeiro [1859-1861], responsável pela modernização do sistema de abastecimento de água e esgotos de Niterói, comendador da Ordem de Cristo, agricultor, um dos fundadores da Cia. Engenho Central de Quissamã, membro da Sociedade de Agricultura da França - de que era sócio perpétuo, filho do desembargador Joaquim Inácio Silveira da Mota e Ana Luiza da Gama. Sem sucessão.

2.5 Manoel (Caetano) Carneiro da Silva / “2º Barão de Ururaí / 2º Visconde de Ururaí”, n. Quissamã, aos 19.04.1833. Faleceu na Fazenda da Machadinha, Quissamã, aos 17.09.1917. Moço fidalgo, fidalgo cavaleiro da Casa Imperial. Cavaleiro da Ordem de Cristo. Tenente-coronel da Guarda Nacional. Comendador da Ordem da Rosa. Título de barão aos 19.09.1877, e visconde aos 21.03.1888. Um dos fundadores da Companhia Engenho Central de Quissamã. Sobrinho do 1º barão de Ururaí, João Carneiro da Silva, por sua vez, filho de Manoel Carneiro da Silva, do Mato de Pipa, que deixou sucessão ilegítima. Fazendeiro em Macaé (RJ). Casou no Rio de Janeiro, aos 02.07.1853, com Ana [Francisca] do Loreto Viana de Lima e Silva / “Anicota” / “baronesa de Ururaí”, n. Rio de Janeiro, aos 24.06.1836, e fal. na Chácara da Concha, Macaé, aos 22.09.1884, filha de Luís Alves de Lima e Silva e Ana Luísa Carneiro Viana, duques de Caxias. Com sucessão.

2.6 Raquel Francisca de Castro Carneiro / Rachel de Castro Carneiro Mattoso, n. Quissamã, aos 12.05.1834. Faleceu em Niterói, aos 09.09.1915, sendo sepultada em Quissamã. Casou em Quissamã, aos 13.02.1858, com Euzébio de Queirós Mattoso Ribeiro, n. Rio de Janeiro (Freguesia de São José), aos 02.03.1837, e falecido em Quissamã, aos 20.07.1885, bacharel em Direito, juiz na cidade do Rio de Janeiro, que, deixando a magistratura, passou a dedicar-se à lavoura, em Macaé, filho do senador Euzébio de Queirós Coutinho Mattoso Ribeiro da Câmara e Maria Custódia Ribeiro de Oliveira. Com sucessão.

2.7 Mariana Antônia Carneiro da Silva / Maia Antonia de Castro Carneiro de Almeida Pereira. n. Fazenda Quissamã, aos 02.07.1835. Faleceu em Mato de Pipa, Quissamã, aos 25.05.1914. Casou na Fazenda Quissamã, aos 10.02.1852, com o primo João de Almeida Pereira Filho, n. São Fidélis (RJ), aos 09.06.1826, e fal. no Rio de Janeiro, aos 05.07.1883, proprietário das Fazendas dos Patos, Lagoa de Cima e da Batalha, em Campos, bacharel em Ciências Jurídicas pela Faculdade de São Paulo [1850], poeta e jornalista com publicações em periódicos da Corte, em especial no Correio Mercantil, fidalgo cavaleiro da Casa Imperial, veador da imperatriz, comendador das Ordens da Rosa e de Cristo, deputado geral em cinco legislaturas, conselheiro do Império, presidente da Província do Rio de Janeiro [jan. - abr. 1859], signatário do ato de criação da Vila de Araruama [1859], ministro de Estado [1859], filho de João de Almeida Pereira e Ana Luiza de Aguiar Almeida. Com sucessão.

2.8 José Caetano Carneiro da Silva / “Visconde de Quissamã”. n. Quissamã, aos 17.08.1836. Faleceu em Quissamã, aos 11.08.1925. Título de barão aos 17.03.1883 e visconde aos 25.03.1888. Cavaleiro da Ordem de Cristo. Tenente-coronel da Guarda Nacional. Comandante do 12º Batalhão de Infantaria da Província. Proprietário da Fazenda São Miguel. Um dos fundadores da Cia. Engenho Central de Quissamã. Casou em Campos dos Goitacazes, aos 14.02.1858, com a prima e sobrinha Ana Francisca Ribeiro de Castro / Ana Francisca de Castro Carneiro / “Viscondessa de Quissamã” (8.1 adiante citada). Com sucessão.

2.9 Maria Joaquina Carneiro da Silva / Maria Joaquina de Castro Carneiro de Almeida / Maria Joaquina de Castro de Almeida Pereira, n. Quissamã, aos 11.06.1838. Faleceu na Fazenda São Lourenço, aos 18.11.1881, sepultada em São João do Paraíso (RJ). Casou aos 19.10.1856, com o primo comendador Antônio Álvares de Almeida Pereira, n. Fazenda São Lourenço, em terras do atual município de Cambuci (RJ), aos 12.10.1834, e falecido na Fazenda São Lourenço, aos 26.05.1892 (seus restos mortais foram trasladados para Quissamã), agricultor, chefe político do Partido Conservador de Monte Verde e São Fidélis, fundador do arraial do Capim, hoje São João do Paraíso, filho de João de Almeida Pereira e Ana Luiza de Almeida. Com vasta sucessão.

2.10 João José Carneiro da Silva / “Barão de Monte de Cedro”, n. Quissamã, aos 16.10.1839. Faleceu no Rio de Janeiro, aos 02.08.1882. Título aos 17.12.1881. Bacharel em Direito pela Faculdade de São Paulo [1863]. Fidalgo cavaleiro da Casa Imperial, cavaleiro da Ordem de Cristo, comendador da Ordem da Rosa. Proprietário da Fazenda de Monte de Cedro. Um dos idealizadores do Engenho Central de Quissamã, inaugurado aos 12.09.1877. Deputado à Assembleia do Rio de Janeiro. Por diversas vezes, presidente da Câmara Municipal de Macaé [1869-1872; 1881-1882]. Subdelegado de polícia em Quissamã [1875]. Escreveu para diversos jornais. Casou (1) aos 21.07.1864, com a prima e sobrinha Ana Francisca Carneiro de Castro (5.2 adiante citada), filha de seu tio materno Julião Ribeiro de Castro e de sua irmã Maria Isabel Carneiro de Castro. Sem sucessão. Cas. (2) na Fazenda Quissamã, aos 19.04.1866, com a cunhada, prima e sobrinha Francisca Antônia Ribeiro de Castro / Francisca Antônia Carneiro de Castro / “Baronesa de Monte de Cedro” (5.3 adiante citada). Com sucessão.

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Fim da parte 1 – segue no próximo boletim Carta Mensal nº 144.

Hospedaria de Histórias: Bebês a Bordo!

COMO ERAM REGISTRADOS OS BEBÊS QUE NASCIAM NOS NAVIOS


Um dos primeiros berçários da Hospedaria de Imigrantes. s/d. Acervo Museu da Imigração/APESP

Olá, qual o seu nome? − Meu nome é Washington Verrocchio
E onde você nasceu Washington? − Bom, isso é um pouco complicado…


Lista de bordo do navio Washington mencionado o nascimento do bebê Washington. 1900. Acervo Museu da Imigração/APESP

Hoje em dia estamos acostumados a ver pessoas com nomes derivados de outras línguas. Certamente nós, aqui no Brasil, não entenderíamos o nome Washington Verrocchio como estranho. Um Washington descendente de italianos, pensaríamos.

Mas o que levou dois italianos da província de Pescara, Giovanni Verrocchio e Filomena, que já tinham uma filha chamada Maria Luigia, a batizar o filho de Washington no ano de 1900? Aliás, será que ele foi realmente batizado com esse nome?


Imigrantes japoneses na frente da Hospedaria. Mãe segura seu bebê.s/d. Museu da Imigração/APESP

O nome do navio? Washington. Pois é, o filho foi registrado na Hospedaria com o nome da embarcação. Por isso o nome incomum. Por isso um Washington, filho de italianos, em 1900.

Mas será que esse é um caso isolado?

Os nascimentos ocorridos em navios que faziam o trajeto da Europa para o Brasil, entre fins do século XIX até meados do século XX, eram extremamente raros. As viagens eram relativamente curtas, por volta de 15 a 25 dias (nos casos de viagens entre o Japão e o Brasil, por exemplo, levava-se, naturalmente, alguns meses nos oceanos) e os falecimentos durante a travessia eram bem mais comuns que os nascimentos. Era, assim, muito difícil que alguém nascesse a bordo.

Porém, existem casos; alguns deles, como o do nosso personagem Washington. Temos em nossos documentos quatro bebês registrados como Sempione. Três chegaram em 1897 e um em 1902. Todos nasceram a bordo do navio Sempione. Do mesmo modo, três bebês Provence nascidos na embarcação Provence – dois filhos de italianos e um de espanhóis, nos anos de 1895, 1896 e 1908. Há também Bretagne Antônio, que chega na Hospedaria com 10 dias de idade, nascido no vapor Bretagne. E Aquitaine, nascido no vapor Aquitaine em 1895.

Há outros casos semelhantes. A questão que nos resta é se esses bebês permaneceram com esses nomes por toda a vida ou se somente por ocasião do registro deles feito na Hospedaria. O fato de um dos registros estar como Bretagne Antonio nos indica, a princípio, a primeira opção.


Berçário da Hospedaria. Acervo Museu da Imigração/APESP

Fonte: http://museudaimigracao.org.br/bebes-bordo-como-eram-registrados-os-bebes-que-nasciam-nos-navios

Genealogia de Sergipe

FAMÍLIA BOTO

Por Geraldo Leite

A família Boto descende de Estêvão Anes Boto, natural de Évora, que participou da armada que D. João I enviou para a África, em 1415. Ele e seu filho Martim Esteves, então com 20 anos de idade, tomaram parte da conquista de Ceuta. Consta que Estêvão Anes penetrou nas torres da cidade e cortou as cabeças de vários mouros. Daí o brasão da família: duas torres e duas cabeças de mouros. Um dos descendentes desta família, o Major João de Aguiar Boto de Melo, chegou ao Brasil em meados do século XVIII e recebeu terras em Minas Gerais, onde se estabeleceu como criador de gado. Foi senador na Bahia durante a época em que seu irmão, o Marquês de Aguiar, era Presidente. Casou-se com Rosa Cecília Novais, natural do município de Cedro de São João, em Sergipe. Um de seus filhos recebeu o mesmo nome e casou-se com Ana Jeronima da Silveira, tornando-se pai de Sebastião Gaspar de Almeida Boto, típico representante político do período imperial.

Sebastião Gaspar de Almeida Boto ** nasceu no engenho Maruim de Cima (Santo Amaro de Brotas), em 17 de setembro de 1802. Aos 19 anos, abraçou a carreira militar. Alistou-se na companhia de guardas milicianos, onde atingiu o posto de tenente coronel. Lutou na Guerra da Independência e em 1841 foi nomeado coronel comandante da Guarda Nacional. No dia da coroação de D. Pedro II foi condecorado com o título de comendador da Ordem da Rosa. Integrou a primeira Assembleia Provincial (1834-1837) e foi deputado geral nas legislaturas de 1838-1841 e 1843-1844. Ocupou, por quatro vezes, a vice-presidência de Sergipe. Em 1841, foi nomeado Presidente. Participou do movimento armado conhecido como “Revolta de Santo Amaro”.

Durante o mandato de presidente de Sergipe, construiu a casa de prisão de Laranjeiras, reformou a de São Cristóvão, criou a Escola Normal (1838), desenvolveu a Instrução Pública, organizou os destacamentos da Guarda Nacional de Laranjeiras, São Cristóvão e Estância, adquiriu uma tipografia para publicação dos atos do governo, melhorou as barras dos rios Cotinguiba e Sergipe e promoveu gestões junto ao Governo Imperial para melhoramentos das barras do Rio Real e do Rio São Francisco. Sebastião Gaspar de Almeida Boto casou-se com Joana Dias Coelho de Melo, filha de Domingos Dias Coelho e Melo (Barão de Itaporanga) e irmã de Antônio Dias Coelho e Melo (Barão de Estância). Duas filhas de Sebastião Boto casaram com dois filhos de seu cunhado, o Barão de Estância.

Sebastião Gaspar de Almeida Boto faleceu em 31 de maio de 1884, no engenho Poxim, no município de São Cristóvão.

Uma irmã de Sebastião Gaspar de Almeida Boto, de nome Francisca de Aguiar Caldeira Boto, casou-se com o Coronel Bento de Melo Pereira, Barão de Cotinguiba. O Barão de Cotinguiba foi Capitão-Mor e comandante das armas de Sergipe (1817-1829), vice-presidente (1834-1837-1839-1842) e presidente da província (1837), senador, comandante superior da Guarda Nacional e comendador da Ordem de Cristo. Deste consórcio resultaram seis filhos que deram continuidade ao nome da família, quatro deles com o sobrenome Boto. Destes destacamos João de Aguiar Boto de Melo que herdou o nome de seu tio, o pai de Sebastião Gaspar de Almeida Boto.

* Médico. Membro titular da Academia de Medicina da Bahia, da Academia Baiana de Cultura, da Academia de Educação de Feira de Santana-BA, da Academia Baiana de Educação, da Academia Feirense de Letras-BA e da Academia Internacional de Letras, Ciências e Artes da Argentina, com sede em Buenos Aires.

** Adendo:

Boto de Barros - verbete no Dicionário das Famílias Brasileiras, de Antonio Henrique Cunha Bueno e Carlos Eduardo de Almeida Barata:

Família estabelecida em Sergipe, à qual pertence o deputado José de Aguiar Botto de Barros, nascido a 04 de outubro de 1855, no Engenho AGUIAR, município de São Cristóvão, Sergipe, e falecido a 11 de setembro de 1896, no Engenho Pombinha, Município de Maroim, Sergipe. Bacharel em Ciências Sociais e Jurídicas, em 1879, na Faculdade de Direito do Recife. Deputado Provincial pelo Sergipe (1880). Juiz de Direito da Comarca de Boquim, em 1890, e de Propriá, em 1891. Filho do Tenente-coronel João de Aguiar Botto de Barros e de Helena Accioly. O deputado Botto de Barros deixou geração do seu casamento com sua prima Rosa Dias de Almeida Boto. Neto materno do Comendador Sebastião Gaspar de Almeida Boto, nascido a 17 de Setembro de 1802, no engenho Maroim de Cima, Sergipe, e falecido a 31 de Maio de 1884, no Engenho Poxim, São Cristóvão, Sergipe. Deputado provincial e pela Assembleia Geral Legislativa, em duas legislaturas, pelo Sergipe: 4ª leg. de 03 de Maio de 1838 a 21 de Novembro de 1841, e na 5ª leg. de 1º de Janeiro de 1843 a 24 de Maio de 1844. Vice-presidente da Província do Sergipe por quatro vezes, assumindo, efetivamente, a presidência a 19 de dezembro de 1841, nomeação de 16 de Novembro. Exerceu este mandato até 28 de dezembro de 1842. Comendador da Ordem da Rosa. Foi casado com Ana Dias Coelho de Melo, de importante família sergipana.

Entre os descendentes do deputado Botto de Barros e de sua prima Rosa Dias de Almeida Boto, registra-se o neto, Ernani Botto de Barros, nascido a 26 de Janeiro de 1910. Engenheiro Civil. Funcionário da Prefeitura de Santos, São Paulo. Prefeito de Guarujá.

Pelo dia 12 de agosto, Dia dos Pais no Brasil

ASSOCIADOS EM DESTAQUE

Pelo Dia dos Pais, esta é a homenagem do CBG aos filhos... Não, você não está lendo errado, nem o CBG se enganou. Pelo próximo dia 12 de agosto, esta Carta Mensal nº 143 homenageia associados filhos de pais ligados ao Colégio em diferentes categorias: Colaboradores, Titulares e Patronos.

Filhos que, no amor e na admiração, seguiram o caminho trilhado pelos genitores, e dão ao Colégio a alegria de tê-los em seu Quadro, na luta pela preservação da memória da Família brasileira. Filhos que sabem, de maneira ímpar, a importância daqueles que os geraram na dura batalha pela cultura e pela informação. Filhos que buscam continuar, de alguma maneira, a obra de seus pais, fazendo com que não atinjam o que os mexicanos costumam chamar de “morte definitiva”, aquela que vai além do colapso do corpo físico e do que os olhos não conseguem mais contemplar – o definitivo de quando o nome é pronunciado pela última vez. Filhos que trazem a nós o nome de seus pais genealogistas.

Destacamos você, Sonita Cerqueira Montenegro Osorio de Freitas Alves!

Professora aposentada do Ensino Médio do Município do Rio de Janeiro, pedagoga diplomada pela Faculdade de Educação Jacobina, carioca da gema nascida em 22.09.1937, viúva de José Grevy de Freitas Alves com quem casou em Copacabana em 1968, mãe de dois filhos. Associada do CBG desde 03.12.2003, foi exatamente neste ano que fez publicar o livro “Marquês de Vila Real da Praia Grande – Caetano Pinto de Miranda Montenegro – Ascendentes, descendentes e história: Portugal e Brasil”, resultado de intenso e dedicado trabalho seu na compilação da importante pesquisa sobre o ancestral marquês, deixada inédita por seu pai:

Amilcar Montenegro Osorio, conhecido profissionalmente como Amilcar Osório. Admitido no Colégio Brasileiro de Genealogia em 1955, 1º ocupante da Cadeira nº 9 eleito em 05.11.1968. Foi membro do extinto Conselho de Administração [1964-67; 1967-70], redator-Chefe da revista Brasil Genealógico [1963-1970] e Secretário na gestão1970-73. Nascido a 21.11.1902 no Rio de Janeiro-RJ e ali também falecido a 03.03.1993. Funcionário público federal, atuando no Ministério da Educação, exerceu diversos cargos de importância, aposentando-se como Chefe do Serviço de Publicações do ministério em 1972, após 54 anos de serviço. Jornalista, foi redator-chefe das revistas Documenta, Sumula e Separatas e O Jagunço, desta tendo sido também fundador. Estudioso de genealogia, tenaz pesquisador, teve artigos publicados nas revistas: Genealógica Brasileira e Genealógica Latina, no Correio Heráldico e na História Genealógica da Casa de Moya. Com a esposa Angelina, além de Sonita teve mais duas filhas: Léa e Yára. Foi membro do Instituto Genealógico Brasileiro, da Federação Genealógica Latina, da Sociedade de Genealogia e Heráldica dos Montenegros, do Instituto Histórico e Geográfico do Rio de Janeiro, da Sociedade Amigos de Afonso Celso, da Associação dos Diplomados da Academia Brasileira de Letras, do Instituto dos Centenários e da Association Française des Collectionneurs e Amis des Ex-Libris et des Gravures, de Nancy, França. Publicou, entre outros: Tábua de Filiação Direta de Ana Alexandrina da Fonseca Costa Hayden; Descendência de José Pinto de Miranda [Montenegro] - Anuário Genealógico Brasileiro, VII. Deixou vários trabalhos e obras não publicadas, assim como profunda pesquisa histórico-genealógica.

Destacamos você, Augusto Gonçalves de Lima!

Também carioca da gema, suburbano de Ramos, engenheiro eletricista formado pela Universidade Federal Fluminense – UFF em 1971. Funcionário da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, onde recentemente se aposentou. Autor de pesquisa histórica sobre a implantação da Cidade Universitária da Universidade do Brasil, que não se limita apenas ao campus em si, mas apresenta a a universidade do passado ao presente. Há alguns anos começou a organizar o enorme acervo documental deixado por ele, e interesse surgiu e se instalou, acabando por virar paixão... Ativo participante de manifestações culturais do bairro de Ramos - membro da comissão organizadora do carnaval, da Comissão dos Festejos de aniversários do bairro (Semana de Ramos) e também da Semana da Leopoldina. Hoje dedica-se à pesquisa sobre a região suburbana onde o pai e ele nasceram (e sempre viveram), visando a formação de um banco de dados que identifiquem a ocupação da área, desde a fundação da cidade em 1565, até a implantação da Estrada de Ferro do Norte, em 23.10.1886. A estrada de ferro foi a responsável pelo desenvolvimento de toda uma região, fazendo surgir a chamada Zona da Leopoldina com a implantação das estações de trem, que originaram os bairros Manguinhos, Bonsucesso, Ramos, Olaria, Penha, Brás de Pina, Cordovil, Parada de Lucas e Vigário Geral. A pesquisa foi iniciada por seu pai:

João Gonçalves de Lima Filho

Nascido a 26.05.1921 em Ramos, bairro carioca na então chamada zona suburbana, onde viveu toda a sua vida. Faleceu em 28.10.2004. Em agosto de 1942 foi convocado para a Guerra, designado para servir em Pernambuco, dando baixa em outubro 1945, como Sargento de Artilharia Anti-aérea. Servidor público municipal no Rio de Janeiro. Aposentou-se com 50 anos de serviço – 4 na indústria, 3 no Exército, e 43 anos na Prefeitura. Foi reconhecidamente o maior pesquisador da história da região onde nasceu, subúrbio do ramal ferroviário da Estrada de Ferro Leopoldina. Seu interesse pela pesquisa começou quando, participante da Sociedade Amigos de Ramos, foi buscar na prefeitura dados que indicassem de onde surgiu o nome do bairro, descobrindo ser decorrente da grande proprietária daquelas terras no passado, a família Fonseca Ramos. Daí em diante, o entusiasmo só cresceu e, com dedicação e tenacidade, tornou-se especialista na história da região da Leopoldina, com destaque para o seu próprio bairro, Ramos. Associou-se ao Colégio Brasileiro de Genealogia a em março de 1968. Membro de inúmeros clubes / associações / instituições suburbanos. Distinções: Medalha do Mérito Pedro Ernesto, da Câmara Municipal do Rio de Janeiro; Cidadão de Ramos; Menção Honrosa da AFISCO – Associação Fiscal de Licenciamento Comércio e Indústria.

Destacamos você, Miguel Teixeira de Carvalho!

Nascido em Porto Alegre–RS, cursou o ciclo primário no Colégio Rosário, onde também jogava futebol e integrava a Banda Marcial da Divisão de Menores. No ciclo seguinte, Colégio Militar, praticava atletismo, fazia parte do Coro Orfeônico e era frequentador assíduo da Sociedade Literária, organizada e dirigida pelos próprios alunos,onde praticavam Retórica e Discurso. Tendo ingressado no Exército, optou pela área tecnológica, Instituto Militar de Engenharia-IME na Praia Vermelha/RJ, com o qual mantém ligação com a escola até hoje através da associação “alumni-IME da qual é associado. Perto de completar 52 anos de casado, um casal de filhos e quatro netos, divide o tempo entre Brasília e São Paulo, onde residem filhos e netos. Fascinado pelo Rio de Janeiro dos anos 50, e morador convicto de Brasília, dedica-se atualmente ao agronegócio, com atividades no Rio Grande do Sul, para onde também viaja com frequência. “Na verdade, nunca fui interessado por genealogia, mas de certa forma fiquei ligado a ela pelo trabalho do meu pai. Praticamente não o conheci, quando adoeceu eu tinha 9 anos e fui afastado, imediatamente internado num colégio, e ele faleceu quando eu tinha 10 para 11 anos. Os papéis do meu pai foram totalmente destruídos, ele faleceu de doença contagiosa e incurável na época, como está na sua biografia. Minha principal intervenção em genealogia ocorreu quando tive que decidir se autorizava ou não uma segunda edição do Nobiliário”. Esta nova edição foi autorizada e lançada em 2011, vindo ao encontro dos anseios dos genealogistas brasileiros. O contato com o portentoso trabalho do pai fez Miguel procurar o CBG e, como ele diz, a acolhida que recebeu o sensibilizou, tendo então se filiado “como homenagem, para fazer companhia ao patrono de uma Cadeira vazia”. Hoje Miguel vê o confrade Paulo Stuck Moraes ocupando a Cadeira nº 24, que tem como patrono seu pai:

Mário Teixeira de Carvalho - nasceu a 04.02.1906 em Porto Alegre, Estado do Rio Grande do Sul Formou-se em 1932 pela Escola de Medicina da Universidade do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, na área de Fisiatria. Dividido entre duas vocações, o Jornalismo e a Medicina, trabalhou inicialmente n'O Jornal no Rio de Janeiro, e depois como redator do Correio do Povo, da cidade natal. Faleceu de doença contagiosa adquirida de seus pacientes, na mesma Porto Alegre a 20.09.1945, aos 38 anos de idade, deixando três filhos: Miguel, Maria Ermínia e Heloisa Helena. Foi membro do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul, da Academia Riograndense de Letras, dos Institutos de Estudos Genealógicos do Rio Grande do Sul e de São Paulo, da Sociedade de Geografia de Lisboa, do Colégio Aráldico de Roma e do Heraldezve Kollegium de Varsóvia. Historiador e genealogista de mérito, são de sua autoria: O Nascimento de Gaspar Silveira Martins – tese [1936]; Memória da Criação do Serviço de Correio na Província de São Pedro - ensaio, [1936]; História da Colonização Italiana no Rio Grande do Sul [1938]; A Família Pinto Bandeira – monografia [1940]; Catálogo de Inventários de Alegrete - Revista do IHGRGS, nos 80 e 81 [1940-41]; e Nobiliário Sul-Riograndense [1937], sem favor uma das maiores obras da genealogia sul-riograndense, onde apresenta a genealogia, a heráldica e a biografia dos titulares relacionados com o RS: os nascidos; os portugueses radicados; os casados com gaúchas; os com relações de parentesco com famílias nativas; os com designação de origem nitidamente gaúcha; e mais um uruguaio e um alemão com vínculos com o estado.

Destacamos você, Pedro Carlos Meira Auler!

Engenheiro civil de formação, nasceu no Recife-PE, em 14.05.1945, e em 1947 a família se estabeleceu e Petrópolis-RJ, onde o pai foi se um dos diretores da Companhia Imobiliária de Petrópolis e, depois, do jornal "Tribuna de Petrópolis". Mudam-se em 1963 para o Rio Janeiro, onde Pedro se casa, em 1972, com Heleny de Vasconcellos Saldanha (por casamento Heleny Saldanha Auler), hoje já falecida, sendo pais de Pedro e Gustavo, e avós de Guilherme, Eduardo, Maria Eduarda e João Pedro. Ainda estudante universitário, ingressou no serviço público do então Estado da Guanabara, ocupou diversos cargos, e em 1975, após a fusão dos estados da Guanabara e Rio de Janeiro, passa a servidor da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, onde ocupou a Superintendência de Programação e Acompanhamento da Secretaria de Planejamento e depois a Assessoria de Orçamento e a de Programação e Controle da Secretaria de Obras e Serviços Públicos. Foi professor-colaborador do Instituto Brasileiro de Administração Pública – IBAM e de outras instituições com cursos na área de planejamento governamental. O interesse pela genealogia surgiu na pré-adolescência, nas férias no Recife, com as entrevistas a tios-avós, para conhecer os ascendentes da linha materna – os Meira de Vasconcellos, e atualizar a descendência do bisavô, que havia sido publicada no "Anuário Genealógico Brasileiro". Foi colaborador do pai, não só na transcrição de documentos históricos do Arquivo da Superintendência da Fazenda Imperial, que incluíam a correspondência oficial do Major Júlio Koeler cópia dos ofícios enviados, na maior parte para o Presidente da Província do Rio de Janeiro, como na organização do fichário das "Famílias Germânicas da Imperial Fazenda de Petrópolis, que resultou trabalho que foi apresentado por Guilherme Auler no I Colóquio de Estudos Teuto-Brasileiros (Porto Alegre-RS, 1963) e depois publicado na "Tribuna de Petrópolis". Além disso, ao serem localizados os documentos sobre a chegada dos colonos germânicos contratados pela Província, na Seção de Manuscritos da Biblioteca do antigo Estado do Rio de Janeiro, em Niterói, RJ, teve a incumbência de copiá-los em sua totalidade (depoimentos de passageiros, relatrios, faturas, noticiário na imprensa alemã, etc), do que veio a advir a série com 17 publicações, "A Chegada dos Colonos Germânicos", na "Tribuna de Petrópolis". Atualmente é participante do grupo de discussão genealógica GenealBr e associado do CBG desde 2004, sendo sua base atual de pesquisa o acervo do Arquivo do Estado do RJ e trabalhos publicados por Carlos G. Rheingantz e por outros estudiosos, visando a ampliação das informações constantes de "Famílias Germânicas da Imperial Fazenda de Petrópolis", citado trabalho de seu pai:

Guilherme Martinez Auler – nasceu no Recife–PE a 06.01.1914. Iniciou suas atividades na imprensa aos 16 anos, no colégio dos irmãos Maristas, dirigindo a revista do Grêmio Literário, e seguiu nessa atividade, chegando a redator do Diário de Pernambuco entre 1934 e 1935. Formou-se médico pela Faculdade de Medicina do Recife em 1938, dedicando-se à Psiquiatria, tendo trabalhado de 1938 a 1944 no Departamento de Educação e em 1945 no Instituto de Previdência dos Servidores, ambos de Pernambuco. Depois abandonou a medicina. Foi Professor Catedrático de História do Brasil da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras Manoel de Nóbrega, da Universidade Católica do Recife de 1943 a 1945. Em 1946 exerceu o cargo de Secretário do Território Federal de Fernando de Noronha. Em 1947, mudou com a família para Petrópolis-RJ, onde se radicou definitivamente. Organizou o arquivo da Superintendência da Imperial Colônia Germânica de Petrópolis, compondo um catálogo com todos os dados dos colonos, trabalho minucioso que publicou no diário que dirigia, Tribuna de Petrópolis, com o título “Famílias Germânicas da Imperial Colônia de Petrópolis”. Fundou e foi 1º presidente do Clube 29 de Junho, cujo nome é alusivo à chegada dos colonos germânicos em 1845. No Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro, liderou um grupo de pesquisadores para a publicação, em 3 volumes, dos registros dos estrangeiros que entraram no Brasil entre 1823 e 1842. Ainda pelo AN publicou outras obras. Foi membro: efetivo do IHGB - Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro; do IAHGP – Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano; dos Institutos Históricos e Geográficos do ES, SP, BA, PA, PR, RN, SE, RS, AM e MG; dos Institutos Históricos de Alagoas , Petrópolis-RJ, e Igaraçu-PE. Associou-se ao CBG em 1950 e foi designado Titular da nova Cadeira nº 26 em 1988. Desenvolveu intensa atividade como pesquisador, deixando significativa obra de caráter histórico. No campo propriamente genealógico, escreveu: O Livro de Notas do Barão de Tracunhaém (Revista Tradição,1944); Os Titulares Souza Leão (idem, 1945); Primeiros Batizados (Cadernos do Corgo Seco, 1955); notas genealógicas em A Princesa de Petrópolis – 1953; notas genealógicas em A Viagem de D. Pedro II a Pernambuco em 1859 – 1952. Guilherme Auler faleceu em Petrópolis-RJ em 27 de novembro de 1965.