Associados são Notícia

Antônio Seixas informa-nos sobre publicações e palestras realizadas em julho, agosto e setembro. No mês de outubro proferiu palestra para alunos de História da Universidade Católica de Petrópolis, polo Magé-RJ, e defendeu sua dissertação de Mestrado em História intitulada A Família Castro Abreu Magalhães: uma análise das estratégias de mobilidade social do imigrante português na Província do Rio de Janeiro (1836-1898), na Universidade Salgado de Oliveira, em Niterói. Parabéns ao confrade por mais esse degrau acadêmico.

Bruno da Silva Antunes de Cerqueira, pelo Instituto Cultural D. Isabel I a Redentora, que atualmente preside, em setembro concedeu entrevista ao programa “TV Cidadã”, do canal institucional da Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas, contando sobre sua trajetória no indigenismo brasileiro (Funai), e dos projetos do Instituto. No mesmo mês, retornou ao programa “Cidadania” da TV Senado, para falar da tragédia que se abateu sobre o Museu Nacional, no Rio de Janeiro.


Silvia Buttros

Silvia Buttros participou do MyHeritage Live, congresso de Genealogia Genética acontecido em Oslo, Noruega, de 2 a 4 de novembro, com 401 participantes. Do Brasil, havia ela, a sobrinha e o paulista Franklin Cooperman e, em sua opinião, foi um evento tão bom que merecia duração de uma semana...

Rosangela Godolphim Plá promoveu tarde de autógrafos de suas obras O Amanhecer da Rosa e 12ª Antologia - Poemas à Flor da Pele na 64ª Feira do Livro de Porto Alegre-RS no dia 3 de novembro, com sucesso.


Douglas


Gustavo

Jorge Douglas Alves Fasolato e Gustavo Almeida Magalhães de Lemos, em 10 de novembro, participaram, como palestrantes, do II Seminário Mineiro de Genealogia, evento do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, em Belo Horizonte. Os confrades apresentaram, respectivamente, os temas “Ilhoas: mito, genealogia e história” e “Metodologia, instrumentos e fontes de pesquisa genealógica”. Na ocasião, foram agraciados com a Medalha do Mérito Genealógico os confrades Deusdedit de Campos e, in memoriam, José Guimarães, além da genealogista Marta Amato.

Luís Severiano Soares Rodrigues teve publicado seu artigo “As estranhas armas da república” no nº 273 / outubro do jornal A Gazeta Imperial, editado pelo Instituto Brasil Imperial e, no dia 24.10 apresentou na CEPHAS - Comissão de Estudos e Pesquisas Históricas do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, a comunicação “A Família Imperial no exílio – considerações econômicas, sociais e políticas”.

António Maria de Assis informa-nos do lançamento em Lisboa, em dezembro, de um novo trabalho de genealogia, do qual participou: Os Navarros, de Lagoaça. E que faz parte dos planos fazer posteriormente uma edição também no Brasil.

Comunicações e pedidos: https://navarrosdelagoaca.weebly.com/

Notas do CBG

  • Novos associados – O CBG dá as boas vindas aos novos associados aprovados pela Diretoria para integrar o Quadro Associativo. São eles os Colaboradores- Antonio Carlos Cavalcante Junior – Rio de Janeiro, RJ e Mario Jorge Igrejas da Fonseca Hermes – Águas Claras, DF.
  • Atendimento a pesquisadores – Relembramos os dois dias de atendimento presencial: 3ª-feira, de 14 às 17h, com o diretor Guilherme Serra, e 6ª-feira de 13 às 16h, com a diretora Regina Cascão.
  • Biblioteca - Informamos aos novos associados - e recordamos aos antigos - que o Estatuto CBG traz em seu Art. 12 - item b a obrigação do associado em "doar à biblioteca um exemplar das publicações de sua autoria nas áreas de interesse do Colégio". Em razão do exíguo espaço para guarda, só temos como adicionar a nosso acervo obras eminentemente genealógicas ou que tenham, em seu conteúdo, pelo menos uma boa parte que trate de genealogia, nossa precípua razão de existência.
    Registramos nossos sinceros agradecimentos aos que enviaram volumes de sua autoria ou de outrem, para ampliar o acervo de nossa biblioteca. São os seguintes os livros registrados no período:
    • Santa Isabel do Rio Preto – sua História e sua Gente – de Hugo Forain, doação do autor. Conteúdo da publicação na página seguinte, seção Lançamentos.
    • Bartolomeu Antunes Lobo – Angra dos Reis, Século XVII – de Ednéa do Marco Pascoal, doação da autora.
      Traz a abordagem genealógica, e a Angra dos Reis onde viveu Bartolomeu, filho de Manuel Antunes, que foi governador da capitania de São Vicente, e neto de Bartolomeu Antunes, primeiro habitante europeu daquela região.

Falecimento

  • José Sánchez de la Rocha Táboas, Correspondente na Espanha, falecido a 05.10. Nasceu em Vigo, Galícia, em 02.02.1929, filho de Prudencio Sánchez Táboas Cardama e de Francisca de la Rocha Valderas Rodriguez. Coronel da Aviação do Exército, era um dos principais especialistas em heráldica em seu país. Autor de publicações relevantes, tais como, Blasones y Linajes Tudenses, referente à cidade de Tui, na Galícia, 1999; o famoso Manual Práctico da Heráldica, em 1998 e 2003, além de El Escudo de España y la Genealogía de los Reyes. Também publicou a biografia e a genealogia de diversos espanhóis ilustres e de famílias emigradas para os Estados Unidos. Fazia parte de diversas associações de genealogia e de heráldica, tendo ingressado do CBG em 01.11.2006.
  • Braz Francisco Raul Santiago Winkler Pepe / Braz Pepe – Titular da Cadeira nº 21 desde 1988, nasceu a 31.10.1943, no Rio de Janeiro-RJ, e faleceu na cidade natal a 14.11, ao 75 anos recém completados. Licenciado em Letras (1966) e Museologia (1967), com cursos de Arqueologia e Antropologia no exterior, Mestrado e Doutorado em Ciências Humanas. Professor universitário de Antropologia, Etnologia e Arqueologia. Sócio Fundador do Instituto de Arqueologia Brasileiro e da Sociedade Brasileira de Ecologia; membro efetivo da Sociedade Brasileira de Geografia, da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, do Instituto Genealógico Brasileiro e da Heraldish – Genealogische Gesellsrchaft “Adler”, de Viena; da Societé des Americanistes, de Paris; e da Società Napolitana di Storia Pátria, de Nápoles. Autor de livros e diversos trabalhos, em genealogia e ciências afins.
  • Paulo Agostinho Serpa Vieira d'Areia, Correspondente em Portugal, Açores, ingressou no CBG a 18.03.2005. Nasceu a 18.02.1942 em Angra do Heroísmo, filho de Agostinho José Vieira d'Areia e Maria do Livramento Serpa Vieira d'Areia, e faleceu na primeira quinzena do mês de outubro. Era funcionário aposentado da TAP Air Portugal e pesquisador de suas origens sem, no entanto, ter deixado trabalho ou publicação alguma, conforme informou sua viúva. Proprietário de um apartamento em Copacabana, no Rio de Janeiro, onde passava temporadas anuais, deixou bons amigos entre os genealogistas cariocas.
  • Daniel Teixeira Mierelles-Leite - nascido a 19.01.1975 em Rio Grande-RS, descendente de portugueses (continentinos e açorianos) e italianos estabelecidos na região sul do RS. Graduado em História, pós-graduado em Desenvolvimento Regional e Patrimônio, professor de pós-graduação em História, guia turístico voluntário no Cemitério da Sta. Casa de Porto Alegre e membro da Associação Brasileira de Estudos Cemiteriais. Genealogista profissional, criou e presidiu a Associação dos Amigos do Arquivo Público do Rio Grande do Sul (APERS). Autor, entre outros, das obras Cemitérios do Rio Grande do Sul: arte, sociedade e ideologia; O Visconde Pinto da Rocha e sua descendência, do qual provinha, e Os descendentes de Manoel Cardoso Beirão de Oliveira: genealogia (coautoria com Roberto Monte da Rocha), além de diversos artigos em congressos e seminários. No dia 07.11 lançaria na Feira do Livro de Porto Alegre o livro “ I Reinado”, organizado com o prof. Harry Rodrigues Bellomo, mas a morte o precedeu no dia 30.10.2018, vitimado por um câncer cerebral. Não associado do CBG, Daniel era solteiro e não deixou filhos, mas sim muitos amigos e admiradores. (Por Viviane W. Velloso e Diego de Leão Pufal).

Lançamento de Livro

Sob o título de Santa Isabel do Rio Preto – sua História e sua Gente, já se encontra publicado mais um trabalho de Hugo Forain, com a história desse distrito de Valença, no Estado do Rio de Janeiro.

O livro apresenta as quatro famílias reconhecidas como fundadoras do distrito, incluindo suas genealogias até a quinta geração. Eliane Iadanza Forain conclui o prefácio dizendo que se trata de “um presente à história e à memória de Santa Isabel do Rio Preto para todas as gerações”.

Este é o oitavo volume escrito pelo confrade na área da Genealogia, sendo que seis publicados em 2017 foram tema da seção Associado em Destaque, na Carta Mensal nº 139 – nov/dez do mesmo ano. Lembramos que a primeira obra editada de Hugo foi o Glossário Genealógico e Histórico, publicação do CBG em sua Coleção Cadernos Genealógicos CBG. E o autor não para por aí, quatro outros textos já estão sendo preparados.

Fragmento Cultural

Indicação de: Josimeire Baggio

DE CHEGADAS E PARTIDAS: migrações e trajetórias de vidas de portugueses no Pará (1800-1850) de Luiz Antônio Valente Guimarães

O "livro estuda as dinâmicas migratórias portuguesas para o Pará [...] analisando, em especial, o fluxo e o perfil desses deslocamentos, bem como as redes e as trajetórias pessoais e familiares. [...] O texto apresenta uma análise que aponta as margens de atuação dos imigrantes, os colocando em posição de protagonismo, escolhas e estratégias nos deslocamentos." - Paco Editoral, 2018

https://www.pacolivros.com.br/de_chegadas_e_partidas/prod-6329292

Descendente de índio alçado à burguesia na França refaz passado do parente

Colaboração de Marcio Miller

Passados mais de 500 anos, francesa vai a Santa Catarina rastrear Içá-Mirim, chamado pelos normandos de Essomericq.

Por Lucas Neves
26.10.2018 www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2018/10/


Ilustração do índio Içá-Mirim, ou Essomericq na corruptela do francês

No sábado de setembro que marcou o começo da primavera, o comitê alistado para receber uma única visitante na cidade catarinense de São Francisco do Sul era extenso — reunia o secretário de Educação local, uma professora de Joinville, a uma hora dali, uma tradutora e membros da fundação cultural do município.

A ocasião talvez pedisse mesmo alguma solenidade. Era, afinal, uma espécie de retorno da filha pródiga. A francesa Dorothée de Linares, 45 anos, acredita ser descendente do índio carijó Içá-Mirim, que teria sido levado em 1504 da ilha onde hoje fica São Francisco do Sul pelo comerciante e navegador europeu Binot Paulmier de Gonneville.

Consta que a promessa feita pelo explorador ao cacique Arosca era de que o adolescente voltaria dali a 20 luas, tendo adquirido proficiência nas técnicas de artilharia. Milhares de luas se passaram, o homem até pôs os pés no satélite da Terra e retornou ileso, mas Içá-Mirim, Essomericq na corruptela do francês, nunca regressou da Normandia, seu porto de chegada no Velho (Novo) Mundo. Casou-se com uma filha ou sobrinha de Gonneville (a depender da versão), teve 14 filhos e morreu aos 95 anos.

Catorze gerações depois, passados mais de 500 anos, tornou à casa de forma simbólica por obra de Linares, que aportou na ilha atrás de vestígios de Içá-Mirim, supostamente o primeiro índio brasileiro a cruzar o Atlântico. Encontrou uma rua que leva o nome dele, e outra, a do navegador francês, segundo conta em seu blog Nos Rastros de Essomericq, que faz as vezes de diário de viagem (e que ainda trará prospecções na Normandia).

Também se deparou, no parque ecológico municipal, com uma estátua em que uma representação do garoto indígena é envolta por um macaco, uma ave de rapina e um boto. Ficou para uma próxima a paradinha na petiscaria batizada em homenagem a ele.

Linares diz ouvir a história de Içá-Mirim desde a infância. Anos atrás, leu a edição francesa de “Vinte Luas – Viagem de Paulmier de Gonneville ao Brasil: 1503-1505”, ensaio de 1992 em que a crítica literária Leyla Perrone-Moisés narra o périplo de Essomericq (cujo “nome francês”, não será por acaso, guarda um trocadilho com a pergunta “est-ce homérique?”, ou “isso não é homérico?”). Premiada com o Jabuti de melhor ensaio ou biografia, a obra da professora da USP se tornou a principal fonte de Linares até aqui.

A francesa deixou uma carreira de duas décadas em uma gigante do setor de energia para se dedicar à literatura. Quer transformar a história do parente em um título infanto-juvenil. Enquanto a nova profissão não decola, ela se prepara para abrir uma microempresa de recrutamento.

“Não quero que o livro tenha um tom folclórico, exótico, mas preciso incluir detalhes que façam o leitor vibrar”, diz, em um café do 17º distrito de Paris, perto de sua casa. “Meu filho de sete anos ficou surpreso, por exemplo, quando contei que tinha visto em São Francisco do Sul uma indiazinha com uma saia da princesa de 'Frozen'.”

Linares afirma ter se espantado com o grau de marginalização das comunidades indígenas na sociedade brasileira. “É uma situação dramática. Eles são invisíveis, não estão integrados ao resto do país. Na cidade que visitei, não os vi, a não ser pela família que se revezava entre pedir esmola e vender artesanato para os turistas no porto.”

Visita de Dorothée de Linares ao Brasil

Para ela, contar a história de Içá-Mirim talvez ajude a “lançar luz sobre os índios de hoje e a preservar a memória” de populações desaparecidas — subgrupo do povo guarani, os carijós foram considerados extintos no século 17, segundo registros de historiadores citados pela Funai.

A francesa vê paralelos entre a travessia de Içá-Mirim no século 16 e as dos milhares de migrantes que se lançam ao Mediterrâneo hoje, “passando de um mundo a outro, em busca de um paraíso prometido”. Mas tem consciência de que a inscrição da saga do índio no real é frágil, sabe que a probabilidade de sua aventura ter transcorrido exatamente como chegou aos ouvidos infantis dela é, na melhor das hipóteses, remota.

Uma das reviravoltas folhetinescas envolveria a morte, no retorno à Europa, do tutor que o cacique designara para o filho, batizado às pressas por medo do comandante Gonneville de que ele morresse pagão, dado o surto de doenças a bordo e o ataque de piratas que fez a tripulação cair de 60 para 20 homens. “Não busco a veracidade total”, afirma. “Essa história é um pouco um mito fundador para mim, como a Bíblia para algumas pessoas, que sabem que nem tudo o que é descrito ali ocorreu de fato.”

Essa espécie de fábula ainda é capaz de mobilizar a atenção da criançada catarinense, como Linares testemunhou durante a visita a uma escola local. “Foi bonito ver a emoção delas diante desse tempo remoto, de uma história antiga que também pode ser brasileira, não é só europeia.”

Finda essa viagem no tempo, 14 gerações para trás, Linares acredita que, entre as aventuras de Içá-Mirim e sua própria incursão catarinense, talvez haja algo mais do que um livro para crianças. Quem sabe não escrevo também uma autoficção, que me desobrigue de ficar presa ao real, na qual possa dizer o que eu queira?”, ela pergunta.

Independentemente do grau de “intrusões romanescas” ou liberdade poética nas obras que virão, o que importa por ora para a francesa está resumido na mensagem que um líder guarani catarinense lhe enviou (por Facebook) depois de conhecê-la: “Não esqueça quem você é”.

A JORNADA DO HERÓI

junho de 1503 - Comandada pelo comerciante Binot Paulmier de Gonneville, a nau L'Espoir (a esperança) zarpa de Honfleur, na Normandia, em busca das “riquezas das Índias”.

janeiro de 1504 - Depois de enfrentar correntes marítimas, ventos inclementes e um surto de escorbuto a bordo, a tripulação restante aporta no que hoje é São Francisco do Sul, em Santa Catarina

junho de 1504 - O Esperança parte de volta para a Normandia, agora com o jovem índio carijó Içá-Mirim entre seus passageiros; a promessa a seu pai é de que ele regresse em 20 luas

1521 - Chamado pelos normandos de Essomericq, o índio se casa com uma parente de Gonneville (não se sabe ao certo se com a filha ou com a sobrinha do comerciante)

1585 - Içá-Mirim morre sem jamais ter voltado ao Brasil.

Imigração italiana no nordeste

Por Sandra Vasconcelos
http://divinaitaliapraia.com.br/wordpress/?p=2778

É sabido que a imigração italiana foi mais intensa no Sul e Sudeste do Brasil. O curioso é que a imigração de italianos no Nordeste também marcou a história da região. Há relatos históricos de italianos em Olinda entre os fins do século XVI e início do século XVII.

Na Paraíba, a vinda dos italianos foi maior no século XIX e de grande importância econômica para o Estado. A maioria desembarcava em Santos-SP e depois de um tempo subia rumo ao Norte do país em busca de oportunidades além do plantio do café. Os núcleos de italianos na Paraíba deram impulso às atividades artesanais, comerciais e à política nos centros urbanos como João Pessoa e Campina Grande e também no interior, nas cidades de Areia, Mamanguape e Pilar.

O relacionamento entre mascates italianos e senhores de engenho foi abordado até pelo romancista paraibano José Lins do Rego. João Pessoa Cavalcanti, que dá nome a capital do estado e seu tio Epitácio Pessoa (único presidente paraibano do Brasil) estão entre os descendentes de italianos que marcaram a história política da Paraíba.

No início dos anos 90 foi realizado mapeamento da migração italiana para o Nordeste com entrevistas de duas gerações de descendentes nascidos na região. O estudo resultou no livro A Itália no Nordeste – contribuição italiana ao Nordeste do Brasil, de autoria de Manuel Correia de Andrade, publicado em 1992 pela Editora Massangana (Fundaj) e vertido para italiano pela Fondazione Giovani Agnelli, patrocinadora da pesquisa.

Outubro, novembro... e Institutos de Genealogia

OUTUBRO

Em 1948, 12 de outubro, é fundada em São Paulo-SP, a Federação dos Institutos Genealógicos Latinos destinada a congregar as instituições congêneres dos países de língua latina. Desativada.

NOVEMBRO

- Em 1943, 24 de novembro, no Recife, PE, é fundado o Instituto Genealógico de Per­nambuco, desativado.
- Em 1967, 19 de novembro, em João Pessoa-PB, nasce o Instituto Paraibano de Genealogia e Heráldica, em plena atividade, atualmente dirigido pelo confrade Teldson Douetts Sarmento.

Genealogia de Roraima

JOÃO CAPISTRANO DA SILVA MOTA E SUA DESCENDÊNCIA (1ª parte)

Tarcizio Dinoá Medeiros*

Resumo autorizado de sua obra “Coronel Mota – Um colonizador do rio Branco (Roraima)”, Brasília 2013

Importante figura da história de Roraima, onde semeou a família Mota, JOÃO CAPISTRANO DA SILVA MOTA é citado em todos os estudos ou esboços históricos sobre o vale do rio Branco ou sobre Boa Vista. Foi Superintendente (que hoje corresponderia a prefeito) da recém-criada e instalada Vila de Boa Vista, 1890, cargo que exerceu por mais de três vezes. Juiz municipal. Coronel da Guarda Nacional. Natural do Pará, filho de Vitorino da Silva Mota e Maria Josefa da Silva Mota, faleceu em 13 de novembro de 1941 em casa, em Boa Vista.

Casou em 10.01.1876 em Manaus-AM com Ana Cecília de Sousa, que passou a assinar Ana Cecília da Silva Mota, filha de Cesário Ramos de Sousa, paraense de Santarém, e Maria Bernarda da Costa, natural do Amazonas. Ana Cecília nasceu c.1861 e faleceu em 01.11.1901, de “tubérculo pulmonar”. O casal teve 12 filhos, sendo 4 homens e 8 mulheres. João Capistrano contraiu novas núpcias com Josefa Maria de Pinho, a Zefinha, viúva e com filho pequeno, filha de Manuel Joaquim de Pinho e Marcelina Bento de Pinho, que era viúva, com um filho pequeno. Deste segundo casamento, houve 4 filhos, totalizando, assim, uma prole de 16 filhos para o coronel. Filhos:

1. VICTOR DA SILVA MOTA, nascido provavelmente no último trimestre de 1876. Falecido a 02.02.1923. Casado com Clotilde Ferreira Lima / Clotilde de Lima Mota, filha de Joaquim Ferreira Lima e Francisca Ferreira Lima. Foi prefeito da vila de Boa Vista do Rio Branco, quando ainda município do Estado do Amazonas. Capitão da Guarda Nacional. Teve 7 filhos, seis com a esposa legítima, Clotilde, e mais uma filha havida com uma indígena, quando solteiro.
Filhos:

1.1. Zélia de Lima Mota / Zélia Mota Guimarães, nasc. a 06.07.1906 na vila de Boa Vista do Rio Branco; casou com Camilo Linhares Guimarães, n. 15.07.1899. Com geração.

1.2. Almir da Silva Mota, Mimi, nasc. na mesma vila a 20.07.1907; casou com Raimunda dos Prazeres Correia, a Quidoca. Com geração.

1.3. Jair da Silva Mota. Gêmeo de Moacir, nasc. na mesma vila a 20.07.1909 É nome de rua em Boa Vista, bairro Asa Branca, e de Centro de Saúde em Amajari. Em 2009, foi condecorado in memoriam com a comenda “Orgulho de Roraima”, pela Assembleia Legislativa de Roraima. Casou com Noêmia de Souza, com geração.

1.4.Moacir da Silva Mota, Cici. Gêmeo de Jair. Também nome de rua no mesmo bairro Asa Branca, Boa Vista. Casou com Marinha da Silva, com geração de 12 filhos.

1.5. Cosme da Silva Mota. Gêmeo de Damião, nasc. na então vila da Boa Vista do Rio Branco, ainda Estado do Amazonas; casou com América Andrade. Com geração de 9 filhos.

1.6. Damião da Silva Mota. Gêmeo de Cosme. Casou com Lúcia Level. Com geração de 8 filhos.

1.7. Maria Raimunda da Silva Mota/ Mª Mota de Andrade, Mundica. Casada com Manuel Alexandre de Andrade, o Manuel de Macaíba, com geração de 8 filhos.

2. MARIA CLOTILDE DA SILVA MOTA / MARIA CLOTILDE MOTA DE AMORIM, Sinhá, nasc. c.1879. Casou em 20.10.1894 com Artur Napoleão de Brito Amorim, filho de Alexandre Paulo de Brito Amorim e Amélia Brandão de Amorim. Filhos:

2.1. Amélia da Mota Amorim / Amélia de Amorim Heath, casada com Andrew Cleve Heath, inglês. Com geração de 5 filhos na Inglaterra.

2.2. Carlota de Brito Amorim, nasc. em 1897. Faleceu solteira em 19.06.1918, aos 21 anos incompletos.

3. RAIMUNDA DA SILVA MOTA / RAIMUNDA MOTA DE OLIVEIRA, Neném, nasc. 23.06.1881. Casou (1) a 09.02.1895, aos 14 anos, com Viriato Alves Serejo. Enviuvou aos quatro meses de casada, a 31.05.1895, quando estava com 3 meses e meio de gravidez. Casou (2) a 16.07.1898, aos 17 anos, com Genaro de Oliveira, novamente enviuvando, aos 31 anos de idade. Faleceu em Rio Branco aos 50 anos, a 29.11.1931. Teve 11 filhos – um do 1º cas., 9 do segundo e depois outra filha, em 1920, com José Lopes Magalhães, filha esta que foi reconhecida pelo pai.
Filhos:

3.1. Áurea da Mota Serejo / Áurea de Sousa Cruz, nasc. 1895, casou com Homero Sapará de Sousa Cruz. Com geração de 11 filhos.

3.2. Almério Mota de Oliveira, nasc. em Boa Vista a 14.04.1899; casou com Branca Sousa, com geração de 1 filho que não conheceu, por ter falecido quando a gravidez da esposa cumpria seis meses e meio.

3.3. Orlando Mota de Oliveira, nasc. em Boa Vista em 10.07.1900; casou com Zilda Teles Coelho. Com geração de 6 filhos.

3.4. Ana Cecília Mota de Oliveira/ Ana Cecília de Oliveira Pereira, nasc. em Boa Vista a 30.01.1902; casou a 08.01.1921 com Pedro Rodrigues Pereira, viúvo de sua tia Flora (5). Com geração de 11 filhos.

3.5. Dila Mota de Oliveira / Dila de Oliveira Cruz, nasc. 07.07.1906 em Boa Vista; casou com Jesus Nazareno de Sousa Cruz , com geração de 7 filhos. Após o falecimento de Dila, o viúvo casou com a cunhada Lires (3.11).

3.6. Raul Mota de Oliveira, nasc. em 1907, Boa Vista; casou com Colombina de Lima e morreu quando a mulher estava grávida do 2º filho. Com geração de 2 filhos.

3.7. Iná Mota de Oliveira, nasc. em Boa Vista, fal. em 18.12.1909.

3.8. Flora Mota de Oliveira, nasc. em Boa Vista, cerca de 1908; casou com um telegrafista, foi viver em Manaus-AM e consta haver falecido jovem .

3.9. Petrônio Mota de Oliveira, nasc. Boa Vista em 01.06.1910, fal. 25.01.1981 em Manaus-AM; casou com Adores Melo de Moraes / Adores de Moraes Oliveira, com geração de 6 filhos.

3.10. Raimundo Mota de Oliveira, Dico, nasc. em 1912 Boa Vista; casou com Ana Cabral de Macedo. Com geração de 5 filhos.

3.11. Lires Mota de Oliveira/ Lires de Magalhães Cruz, nasc. 20.06.1920 em Boa Vista; casou com o viúvo da irmã Dila (3.5). Com geração de 16 filhos.

4. CLOTILDE DA SILVA MOTA / CLOTILDE DA MOTA DUARTE, Bembém, nasc. 10.04.1884 e fal. 10.05.1927; casou com Antônio Carneiro Duarte, português, fal. 02.07.1918.
Filhos:

4.1. Aquilino da Mota Duarte, nasc. Boa Vista a 19.10.1901 e ali fal. 06.08.1986. Casou (1) com Georgina Marques de Amorim, que faleceu de parto, deixando uma filha. Casou (2) com Sivilda Magalhães, com geração de 10 filhos. Prole de Aquilino: 11 filhos.

4.2. Mauro Carreira Duarte, nasc. em Boa Vista, a 03.01.1903. Por viuvez, casou três vezes: (1) com Luísa Alves, geração de 3 filhos; (2) com Vicência de Lemos, geração de 2 filhos e (3) com Cremildes Lima, geração de 6 filhos. Prole de Mauro: 11 filhos.

4.3. Américo da Mota Duarte, nasc. em Boa Vista, fal. aos 29 anos, em 04.11.1936; casou com a prima Onilia Mota Pereira (5.5). Sem geração.

4.4. Consuelo da Mota Duarte, falecida aos 13 anos.

4.5. Jorge da Mota Duarte, nasc. em Boa Vista. Sem mais dados.

4.6. Vitor da Mota Duarte, nasc. Boa Vista, garimpeiro. Casou com a prima Auristela Mota Pereira (5.2), com geração de 2 filhos.

4.7. Manuel da Mota Duarte, Neco, nasc. em Boa Vista. Sem mais dados.

4.8. Edson da Mota Duarte, nasc. Boa Vista, cerca de 1921, fal. em 2008. Casou e teve geração de muitos filhos.

5. FLORA DA SILVA MOTA / FLORA MOTA PEREIRA, nasc. provavelmente em 1886 e falecida a 03.12.1917 em Boa Vista. Casou (1) com Pedro Rodrigues Pereira, com geração de 5 filhos. Com o falecimento de Flora, Pedro casou com a sobrinha-afim Ana Cecilia Mota de Oliveira (3.4).
Filhos:

5.1. Maria do Carmo Mota Pereira / Maria do Carmo Pereira Pinho, Carminha; casou com João Evangelista de Pinho, viúvo de sua tia Blandina da Silva Mota, com geração de 3 filhos.

5.2. Auristela Mota Pereira / Auristela Pereira Duarte. Casou (1) com o primo Vitor da Mota Duarte (4.6), com geração de 2 filhos. Casou (2) com Maximiliano Trindade, com geração de outros 2 filhos. Prole de Auristela: 4 filhos.

5.3. Pedro Rodrigues Pereira Filho, nasc. em Boa Vista; casou com a prima Marcelina de Pinho Pereira, Morena (6.5), com geração de 7 filhos.

5.4. Joaquim Mota Pereira, Quizi, nasc. 16.11.1915 e fal. 11.10.2000, em Boa Vista. Casou com a prima Elza Mota de Pinho (6.7), com geração de 10 filhos.

5.5. Onília Mota Pereira / Onilia Pereira Duarte / Onília Pereira de Pinho, nasc. Boa Vista a 08.01.1916. Casou (1) com o primo Américo da Mota Duarte (4.3), sem geração. Casou (2) com o primo Ubirajara Evangelista de Pinho (6.4), com geração de 3 filhos.

6. BLANDINA DA SILVA MOTA / BLANDINA MOTA CASTELO BRANCO / BLANDINA MOTA DE PINHO, Biló, quinta filha seguida do casal José Capistrano da Silva Mota e Ana Cecília, nasc. a 11.07.1888. Casou (1) em 1904, aos 16 anos, com Raimundo Fortes Castelo Branco, Juiz de Direito, fal. como Desembargador no Recife-PE em 1912. Casou (2) em 02.09.1916 com João Evangelista de Pinho, Dandãe, nasc. Ceará a 27.12.1886. Viúvo de Blandina em 06.12.1929, João Evangelista casou com a sobrinha da mulher, Carminha / Maria do Carmo (5.1).
Filhos:

6.1. Blandina Fortes Castelo Branco / Blandina Castelo Branco Pinto, nasc. Boa Vista a 18.07.1905; casou com Manuel Vitorino Pereira Pinto, nasc. 02.11.1900. Geração de 7 filhos.

6.2. Lauro Fortes Castelo Branco, nasc. e fal. em Boa Vista. Casou com Têmes de Sousa Cruz, com geração de 9 filhos.

6.3. Walter Fortes Castelo Branco, falecido aos 11 anos, a 15.12.1917.

6.4. Ubirajara Evangelista de Pinho, casou com a prima Onília Mota Pereira (5.5), com geração de 3 filhos.

6.5. Marcelina Mota de Pinho / Marcelina Pinho Pereira, casou com o primo Pedro Rodrigues Pereira Filho (5.3). Geração de 7 filhos.

6.6. Joaquim Evangelista de Pinho, nasc. em Boa Vista, casou e teve geração. Sem mais dados.

6.7. Elza Mota de Pinho / Elza Pinho Pereira, nasc. Boa Vista a 27.01.1924; casou com o primo Joaquim da Mota Pereira (5.4). Com geração de 10 filhos.

6.8. Ester Mota de Pinho, nasc. Boa Vista. Sem mais dados.

7. ESTER DA SILVA MOTA / ESTER MOTA BRASIL, nasc. na fazenda Água Boa a 13.01.1891 e faleceu ainda muito moça, de tuberculose pulmonar, a 08.05.1926 aos 35 anos, na fazenda Canudos, sempre na Vila de Boa Vista do Rio Branco. Ela casou com Adolfo Brasil, também nascido e falecido em Boa Vista, a 28.10.1888 e 15.03.1974, respectivamente. Ester e Adolfo tiveram cinco filhos.
Filhos:

7.1. Bento Ferreira Marques Brasil Neto, nasc. Boa Vista 27.02.1912 e fal. 26.01.1972 na Venezuela, onde residia. Casou com Araci Pessoa Souto Maior / Araci Souto Maior Brasil, com a qual teve 4 filhos. 0Com uma senhora de nome Nádia Moura de Amorim, houve um filho de nome Aquiles Moura Dias.

7.2. Olavo Brasil, nasc. 16.12.1917 na Nova Fazenda e fal. em Boa Vista a 30.07.2001. Casou em 1944 com Alcinda Cabral de Macedo, boa-vistense, com geração de 4 filhos.

7.3. Adolfo Brasil Filho, Adolfinho, nasc. em Boa Vista e faleceu aos 19 anos de impaludismo, a 03.12.1933. Casado com a prima Maria do Carmo Teles Coelho / Maria do Carmo Coelho Brasil, sem geração.

7.4. Nídia Brasil / Nídia Brasil Maciel da Silveira, nasc. Boa Vista a 01.06.1923; casou com João Batista Maciel da Silveira e fixaram residência em Volta Redonda-RJ, onde ambos faleceram: ela, em 1987 e ele em 1997. Com geração de 3 filhos.

7.5. Zenir Brasil, nasc. Boa Vista, onde faleceu de encefalite aos 2 anos de idade, a 18.05.1926.

8. RAUL DA SILVA MOTA, nasc. 04.02.1893; faleceu de gripe, em Boa Vista, já viúvo, a 19.07.1919. Sem geração.

9. ANA CECILIA DA SILVA MOTA / ANA CECÍLIA MOTA DE ARAÚJO, Anita, nasc. 05.12.1894 em Boa Vista. Casou com Luís Marinho de Araújo e depois do nascimento dos filhos, mudaram-se todos para Manaus-AM, em função do trabalho de Luís. Consta que, viúva, casou novamente, mas não há comprovação do fato. Perdeu contato com a família e veio a falecer no Rio de Janeiro, onde passara a residir. Ana Cecília e Luís foram pais de 5 filhos.
Filhos:

9.1. Pedro Marinho de Araújo, gêmeo de Paulo, nasc. Boa Vista e falecido ainda na primeira infância.

9.2. Paulo Marinho de Araújo, gêmeo de Pedro, também faleceu na primeira infância.

9.3. Jorge Marinho de Araújo, nasc. Boa Vista, quando criança foi com os pais para Manaus-AM; adulto, mudou-se para Campos de Jordão-SP, onde faleceu. Não se sabe se deixou família.

9.4. Sebastião Marinho de Araújo, nasc. Boa Vista a 26.06.1926; casou em Itacoatiara com Irene Marinho de Araújo e fal. em Fortaleza a 20.02.2008. Com geração de 2 filhos.

9.5. Zir Marinho de Araújo / Zir Marinho de Araújo Vieira, nasc. Boa Vista a 14.05.1927. Casou em Manaus-AM com o militar do Exército Joel Lopes Vieira; no fim da vida residiam em Belo Horizonte-MG. Artista plástica (pintora) Com geração de 3 filhos.

10. CESÁRIO DA SILVA MOTA, nasc. 26.03.1896, em Boa Vista, e falecido a 23.07, três dias antes de completar quatro meses de idade.

11. VITÓRIA DA SILVA MOTA / VITÓRIA MOTA CRUZ, conhecida como Tia Santa, ou Dona Santa, competente e procurada parteira e rezadeira, nascida em Boa Vista a 06.05.1897. Casou no dia em que completou 15 anos, 06.05.1912, com Salomão Matroniano de Sousa Cruz, filho de Alfredo Venâncio de Sousa Cruz e Francisca de Magalhães Cruz. Vitória faleceu a 23.08.1984, em sua cidade natal, na qual o casal foi homenageado – ele, com uma rua no bairro Asa Branca, e ela dando nome à Escola Estadual Vitória Mota Cruz, no bairro Paraviana.
Filhos:

11.1. Eloi da Mota Cruz. Casou com Adália e morreu em um acidente, numa pescaria de tartarugas, três anos depois do casamento. Sem geração.

11.2. Darci da Mota Cruz, falecido aos 3 anos de idade.

11.3. Jacir da Sousa Cruz, nasc. na Fazenda Alagadiço, região do médio rio Uraricoera, em 1920 e fal. também ali a 23.08.2008. Foi Delegado Geral, Chefe de Polícia, exercendo também vários outros cargos de segurança pública. Casou (1) com Santília de Oliveira, com geração de 4 filhos; casou (2) com Maria Eunice Santana.com geração de 3 filhos. Prole de Jacir: 7 filhos.

11.4. Salomão de Sousa Cruz, falecido aos 3 anos de idade.

11.5. Maria Madalena de Sousa Cruz, também falecida aos 3 anos de idade.

11.6. Paulo Parimé de Sousa Cruz, Paulo Cruz, nasc. 05.02.1927 também na Fazenda Alagadiço. Casou (1) com Anita Peixoto Pacheco, separando-se 4 anos depois, havendo um filho; casou (2) com Olga Padilha dos Santos, com geração de 6 filhos. Prole de Paulo: 7 filhos.

11.7. Armando de Sousa Cruz, Armando Cruz, nasc. a 29.01.1929, na citada Fazenda Alagadiço. Estudioso da história roraimense e das suas famílias pioneiras, casou (1) a 08.12.1948, com Maria Teles do Nascimento, Mariinha, com geração de 2 filhos; divorciado, casou (2) com Maria de Nazaré Pio da Costa, com geração de 2 filhos. Falecido em Boa Vista a 10.02.2010.

Fim da 1ª parte. Segue no boletim Carta Mensal nº 147, jan-fev 2019.

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* Tarcízio Dinoá Medeiros, paraibano, bacharel em Economia. Auditor-fiscal da Receita Federal aposentado, tendo exercido sua carreira em Boa Vista, capital do então Território Federal de Roraima, e Manaus, Belém e Brasília. Membro da Academia das Ciências de Lisboa, da Academia de Letras de Brasília, do IHG do Distrito Federal, do Instituto Paraibano de Genealogia e Heráldica, da ASBRAP, do IHG da Paraíba e do Rio Grande do Norte e do IHG de Patos, sua cidade natal. Autor de livros nas áreas de administração tributária, literatura, filologia, história e genealogia.

Arquivo Público do Espírito Santo

Acordo de cooperação entre o Arquivo Público do Estado do Espírito Santo e a Igreja Mórmon vai permitir digitalizar 2,5 milhões de documentos

Um acordo de cooperação técnica entre a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (Mórmons) e o Arquivo Público do Estado do Espírito Santo (APEES) foi assinado no dia 30 de outubro, com o objetivo de digitalizar gratuitamente, por meio do trabalho voluntário, 2,5 milhões de documentos, dentre eles listas de escravos, índios, registros da entrada de imigrantes de diversas nacionalidades, listas de navios, relações de colonos, matrícula de lotes, recenseamentos e certidões de nascimento, casamento e óbito registrados no Espírito Santo das décadas de 1920 a 1970.

Ao Arquivo Público caberá acompanhar e orientar as ações. A Igreja, por sua vez, será responsável pela mão de obra e pelo fornecimento dos equipamentos. Dentre as etapas, estão o preparo dos documentos com a movimentação do acervo, higienização, acondicionamento, codificação e elaboração do formulário descritivo. Após, será feita a digitalização dos originais, com a captura da imagem, geração de representantes digitais, renomeação e armazenamento dos arquivos e, na conclusão, será realizada a transferência para o depósito de guarda definitiva. As atividades tiveram início no mês de novembro com duração prevista de dois anos.

Memória Fotográfica


No sentido horário - Attila A. Cruz Machado, a fundadora Gilda von Sothen, Nelson Pamplona e Carlos Eduardo Barata

Estado do Rio de Janeiro retoma banco de perfis
genéticos para ajudar a desvendar crimes

Por Edimilson Ávila, TV Globo - 31/10/2018

Decreto publicado dia 31.10, no Diário Oficial retoma o banco de perfis genéticos do Estado do Rio de Janeiro. O material genético coletado será armazenado para ajudar nas investigações criminais, desaparecimento de pessoas e subnotificação de registro de óbitos.

O banco de perfil genético ficará vinculado ao Departamento Geral de Polícia Técnico Científica, da Polícia Civil do Rio. O confronto de perfis genéticos será feito em nível Estadual e Nacional. No decreto, o interventor da segurança do RJ argumenta que o banco de perfis genéticos é um reflexo da evolução científica, em favor da moderna investigação criminal e da preservação da segurança pública.

O Banco Estadual de Perfis Genéticos foi criado em março de 2013 após a publicação do decreto 7.590, que regulamentou a criação do banco de dados. O Instituto de Pesquisa e Perícia em Genética Forense (IPPGF) da Polícia Civil do Rio de Janeiro utiliza o sistema desde então. O decreto n°28, de 26 de outubro de 2018, formaliza o sistema e cria diretrizes para seu armazenamento, apurações de infrações penais e identificação de pessoas desaparecidas.